Uma jornada emocional e visual
A mais recente aposta da DreamWorks, A Ilha Esquecida, chega aos cinemas brasileiros consolidando o estúdio em um novo patamar de excelência. Sob a direção de Joel Crawford e Januel Mercado, a obra acompanha Jo e Raissa, duas melhores amigas que, após concluírem o ensino médio, se veem diante da iminente separação. Ambientada nas Filipinas dos anos 90, a trama ganha contornos fantásticos quando a dupla é transportada para a mítica ilha de Nakali, um lugar que habita o folclore local e as histórias de infância das protagonistas.
Entre a magia e o amadurecimento
O grande trunfo do longa é a forma como utiliza a fantasia para discutir temas profundos como o amadurecimento e a preservação de vínculos afetivos. Ao chegarem em Nakali, as jovens descobrem que o caminho de volta para casa pode exigir um preço alto: o apagamento de suas memórias compartilhadas. A direção de arte é um espetáculo à parte, misturando técnicas de animação que dão identidade visual única aos flashbacks e aos cenários surreais da ilha, elevando a experiência sensorial do espectador.
"A Ilha Esquecida é mais do que uma história de amizade; é sobre crescer e desbravar o mundo, reconhecer a si mesmo e as pessoas que te elevam."
Um marco cultural
Além do apelo emocional, o filme se destaca por ser um dos primeiros grandes projetos de Hollywood a mergulhar profundamente na cultura filipina. Com um elenco de vozes estelar, que inclui nomes como H.E.R. e Liza Soberano, a produção equilibra momentos de humor com reflexões sobre o luto e as expectativas familiares. Embora o ritmo sofra pequenas oscilações devido ao excesso de personagens secundários, a força da conexão entre Jo e Raissa mantém o público engajado do início ao fim.
Em última análise, a obra é um lembrete sensível de que, embora as pessoas sigam caminhos distintos, as experiências vividas em conjunto permanecem como parte fundamental de quem somos. É uma produção imperdível que reafirma a capacidade da animação em tratar de temas complexos com leveza e beleza.



