A trajetória da jovem baiana Pérolla Sales reúne talento precoce e um fenômeno de popularidade que surpreende até os veteranos do esporte nacional. Natural de Jequié, no interior da Bahia, a atleta de 14 anos viu sua vida mudar aos 12, após a publicação despretensiosa de uma tentativa frustrada de execução de arranque no crossfit. O registro descontraído, que mostrava o esforço, o tombo no chão e uma gargalhada ao final, conquistou os internautas e causou uma explosão de audiência: a conta da jovem saltou vertiginosamente de poucas centenas para dezenas de milhares de seguidores em apenas 24 horas.
O alcance digital seguiu em franca expansão conforme sua rotina de treinamentos e competições era compartilhada com o público. Hoje, Pérolla ostenta mais de 1,5 milhão de seguidores em suas redes sociais, superando a visibilidade de diversos medalhistas olímpicos renomados. Diariamente, a jovem recebe milhares de mensagens de incentivo de pessoas de todas as faixas etárias, afirmando que ela serve de estímulo para a prática regular de atividades físicas e a busca por hábitos mais saudáveis.
DNA esportivo e transição vitoriosa
O esporte corre no sangue da família de Pérolla. Ela é neta de Paulo Sales, ex-jogador campeão brasileiro de futebol pelo Bahia em 1988, e filha de PC Sales, que também atuou profissionalmente nos gramados até 2018. Desde os cinco anos de idade, a garota experimentou diversas modalidades, como futebol, balé e capoeira, até pedir de presente ao pai a matrícula no crossfit por incentivo de uma tia. Durante dois anos de prática, ela acumulou quase duas dezenas de medalhas em disputas da modalidade.
Contudo, o grande salto técnico ocorreu com a migração para o levantamento de peso clássico. Com 1,57m de altura e 63kg de peso corporal, Pérolla apresenta marcas expressivas para sua idade, erguendo 74kg na prova do arranco e 104kg no arremesso. Ao participar de uma seletiva nacional, garantiu vaga na seleção brasileira e fez sua estreia internacional oficial em Guayaquil, no Equador, disputando o Campeonato Sul-Americano e Pan-Americano nas categorias sub-15 e sub-17.
Conquistas internacionais e planos futuros
A jovem encerrou a competição no Equador com uma coleção expressiva de sete medalhas, coroando a sua estreia com o uniforme verde e amarelo ao arriscar marcas inéditas em sua carreira. Dividindo-se igualmente entre o fascínio técnico pelo arranco e a potência do arremesso, Pérolla já traça voos mais ambiciosos para os próximos anos. O grande sonho esportivo é defender o país nos Jogos Olímpicos, sem abrir mão do trabalho como criadora de conteúdo na internet, onde busca inspirar novos praticantes.





